Felipe Siqueira comenta o bom momento de Alison Brendom

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Arte: VMAX Foto: Pedro Ramos/redespesporte.gov.br

Perto de completar 21 anos, Alison Brendom (Pinheiros) escreveu mais um capítulo em sua carreira. O atleta venceu a prova dos 400 m com barreiras no tradicional torneio Drake Relays, em Des Moines, Iowa, nos Estados Unidos, com 48.15.

Com o tempo, Alison alcança novo recorde pessoal e brasileiro da categoria sub-23, e melhor marca do mundo de 2021 no Ranking da World Athletics.

“Eu fiquei muito feliz em poder voltar a competir em alto nível , em sentir aquele sensação, aquela vontade de ser melhor , de vencer. E para o que pretendemos correr começamos no caminho certo, foi uma boa prova cometi alguns erros mas foi no momento certo, para saber onde temos que trabalhar para cada vez ser melhor”, disse Alison (Pio).

E quando vi que fiz PB e World Lead eu fiquei muito feliz , porque é a primeira vez que lidero o ranking mundial adulto, comentou Pio

Considerado um dos grandes treinadores do Brasil na atualidade, Felipe Siqueira acredita que o período de treinamento nos EUA está sendo determinante para que os resultados apareçam e citou a evolução do atleta.

Foto: Arquivo Pessoal

“Nós trabalhamos sempre para melhor o resultado pessoal, consequentemente conquistar títulos e bater recordes, nós esperamos que ele continue sólido nos resultados (já fez o índice olímpico 8 x 48.90) e que faça sempre seu melhor resultado pessoal nas competições certas”, falou o treinador.

Na terça-feira, Alison embarcou juntamente com outros atletas que estão nos Estados Unidos para a Polônia, onde integrará o 4×400 m misto no Campeonato Mundial de Revezamentos da Silésia, que será disputado no sábado (1/5) e domingo (2/5).

“Minha expectativa para o Mundial está lá em cima , pois confio na minha perna assim como confio nas dos meus companheiros de revezamento. Estamos todos focados, determinado e treinados. Vamos para a cabeça , já temos a vaga olímpica então vamos sonhar alto”, comentou o atleta.

“O time está bem preparado, realizamos treinamentos coletivos e individuais, conseguimos colocar o time para competir o revezamento uma vez e mesmo tendo ajustes fizemos uma marca interessante a nível mundial, devido as dificuldades em competir por causa da pandemia. Estamos embarcando para Polônia com a sensação que fizemos uma excelente preparação”, comentou Felipe Siqueira.

Jogos Olímpicos

Qualificado para os Jogos Olímpicos de Tóquio, Alison participa do Camping Internacional de Treinamento e Competições em Chula Vista, na Califórnia.

“Ele vem evoluindo muito no treinos em vários aspectos, tanto físicos como técnicos, e estávamos preocupados porque no Brasil não conseguíamos treinar da maneira adequada e nossa vinda aqui para os EUA através da parceria COB/CBAt, conseguimos voltar fazer treinos muito consistentes e nos mostrou que continuamos no caminho certo e esse resultado refletiu o que está treinando”, disse Siqueira.

Otimista, o treinador acredita que o resultado pode ser ainda melhor nas Olimpíadas.

“É uma boa marca para início de temporada e esperamos fazer ainda melhor nos Jogos Olímpicos”.

Carreira

Nascido na cidade de São Joaquim da Barra, Alison começou a carreira em um projeto em sua cidade natal, com a treinadora Ana. Em uma entrevista para o site da Federação Paulista de Atletismo, o treinador Felipe Siqueira apontou a importância do profissional de iniciação.



“Eu aproveito para reforçar a importância desse profissional de iniciação estar junto. É ele ou ela que vai começar a ensinar o atleta o gesto técnico e a metodologia que o treinador que está no alto rendimento utiliza”, explicou o treinador Siqueira.

Recorde Sub-23 – 48.15

O recorde brasileiro dos 400 m com barreiras pertencia a Everson da Silva Teixeira, com 48.28, obtido na final da prova nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, e igualado por Alison no Campeonato Mundial de Doha-2019. Agora, Alison é o atual detentor da marca com 48.15, obtido em Des Moines, EUA.

Recorde Pessoal

O recorde pessoal anterior era justamente 48.28, obtido com a sétima colocação em Doha. Com a marca de 48.15, ele passa a ter a terceira melhor marca da história na América do Sul e a segunda do Brasil, atrás somente dos 48.04 de Eronilde Araújo, obtidos em Nice, na França, em 12 de julho de 1995.

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