Paulo Roberto de Almeida Paula conquista índice Olímpico para maratona

O atleta de 40 anos foi 24º na Maratona de Sevilha com o tempo de 2:10:08, sua melhor marca pessoal

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O atleta de 40 anos foi 24º na Maratona de Sevilha com o tempo de 2:10:08, sua melhor marca pessoal

O brasileiro Paulo Roberto de Almeida Paula, de 40 anos, alcançou sua melhor marca pessoal na maratona Zurique de Sevilha, Espanha. Com o tempo de 2:10:08, ele alcançou o índice para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Paulo Roberto fez sua melhor marca pessoal e passa a ser o primeiro do Ranking Brasileiro, superando Daniel Chaves, que tem 2:11:10, tempo obtido na Maratona de Londres, em 2019. O índice mínimo para a Olimpíada é 2:11:30.

“Foi uma prova tática, tinha em mente correr a 3’06, 3’07 por quilômetro e foi o que aconteceu. Estou feliz pelo índice e por estar quebrando as barreiras da idade”, disse Paulo Roberto que completará 41 anos em 8 de julho.

A vitória em Sevilha ficou com o etíope Mekuant Ayenew Gebre, com 2:04:46, seguido pelo queniano Barnabas Kiptum, com 2:05:05 e pelo etíope Regasa Bejica, com 2:06:24.

Logo após os Jogos Olímpicos do Rio-2016 o atleta e seu treinador se preocuparam em estabelecer um planejamento em função da idade de Paulo Roberto, que poderia favorecer pela experiência e ao mesmo tempo afetar a preparação pelo desgaste. “Trabalhamos bastante a meia maratona e algumas provas de 10 Km, mas sempre visando a maratona porque o foco era ele estar numa Olimpíada em condições de boa performance”, diz Luis Fernando, treinador e irmão gêmeo de Paulo.

O treinador explicou que o objetivo na preparação do atleta foi ganhar volume – as provas de meia maratona e dez quilômetros serviram como treinos de luxo. Luis Fernando garantiu que Paulo Roberto está muito feliz e mesmo com 40 anos quer um bom resultado na Olimpíada.

“Temos a pretensão de correr mais uma maratona, provavelmente a de Hamburgo para melhorar ainda o tempo”, disse Luis Fernando. Paulo Roberto sempre agradece a todos que mandam mensagens e torcem por ele e leva isso como estímulo para a maratona. “Nos 35, 40 quilômetros sempre penso: Quanta gente torce para mim, não posso decepcionar”.

Fonte: CBAt

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