Campeão Paulista Sub-20, Arnaldo Kowales mira título Brasileiro e vaga na Seleção

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Campeão Paulista Sub-18 (2019) e Campeão Paulista Sub-20 (2020), Arnaldo Kowales Junior (ADC do Vale) é um dos grandes nomes da nova geração do atletismo da região do Vale do Ribeira. Aos 18 anos, o atleta tem objetivos traçados para sequência da temporada.
 
“Após conquistar o Paulista, meu objetivo é conseguir um título no Campeonato Brasileiro Sub-20 e garantir uma vaga na Seleção Brasileira para o Sul-Americano ou o Mundial da categoria, já que esse vai ser meu último ano nela”, contou Kowales, atleta que faz parte da Equipe ADC do Vale e que conta com apoio do nutricionista Eduardo Kotona e da Academia Estilo Fitness*.


A Equipe ADC DO VALE, está sediada na cidade de Cajati, porém é uma equipe plural, coletiva, ela é a junção de forças de cinco projetos sociais de Atletismo nas cidades de Miracatu, Juquiá, Registro, Cajati e Apiaí e vem revelando grandes nomes para o Atletismo.

O Vale do Ribeira já revelou grandes nomes para o atletismo brasileiro, Rosemar Coelho Neto (medalhista olímpica em Pequim 2008 no revezamento 4×100 m), Júlio Cesar da Costa (Bi-campeão Sul-Americano do salto triplo nas décadas de 80 e 90) e Rogério Bispo, tricampeão Sul-Americano no salto em distância e campeão Mundial Militar, e atualmente primeiro vice-presidente e diretor-executivo da FPA.

“O Arnaldo é um menino muito dedicado, em todas as modalidades que passou buscava ser melhor a cada dia, no atletismo encontrou os atributos perfeitos para alimentar esse desejo de crescer e se superar. O Arnaldo está no caminho para ser um dos grandes nomes do atletismo brasileiro”, disse Rogério Bispo.

Foto: Wagner Carmo

“Quando eu comecei no esporte eu já sonhava em representar o Brasil em outros países, ser um atleta renomado e até hoje eu luto muito para isso, eu tive muita inspiração no meu treinador Júlio César Costa (Julião) que já foi um excelente triplista, e o Rogerio Bispo que é da minha cidade e conseguiu cravar seu nome na história do Atletismo Paulista e brasileiro, mostrando para todos daqui que era sim possível, então eu sempre quis seguir os passos deles e sei que um dia isso ainda será uma realidade para mim também”, disse Arnaldo.

A história de Arnaldo Kowales Junior se assemelha com a da maioria dos atletas do país, onde o ingresso ao esporte se dá através do handebol, vôlei, futebol e basquete.

“Foi meio repentino, eu treinava handebol e vôlei, até que um dia o treinador de atletismo me chamou pra fazer umas brincadeiras na prova do salto em altura, o colchão estava montado e eu fui lá brincar, e assim, foi amor a primeira vista com a prova, daí em diante me tornei saltador de altura, saltador de distância e agora o decatlo se tornou a minha prova principal”, contou o atleta.

Sempre tive muito apoio da minha família, e eles sempre souberam que o futebol, ou basquete não eram para mim, vôlei eu ate gostava, mas não para seguir uma carreira, para isso eu me identifiquei muito mais com o atletismo.

Ainda muito jovem, o atleta pensa em retribuir todo apoio que vem recebendo, principalmente pensando nas crianças e jovens da região do Vale do Ribeira.

“Sim, eu penso em ser treinador da base no atletismo, quero continuar o grande trabalho que o meu treinador (Julião) realizou na minha cidade, abrindo um leque imenso de oportunidades para crianças que elas jamais iriam pensar em ter”, projeta Kowales.

Arnaldo Kowales Junior fora das pistas

Qual tipo de música você gosta de ouvir antes de competir?

Eu sempre fui um cara muito eclético para músicas, e na hora de competir eu ouço algo que me anima, as vezes uma internacional ou um pop, e as vezes até pagode e samba, mas sempre algo que me anima.

Vocês gosta mais de filmes, séries ou livros? Qual foi o último que viu ou leu e pode recomendar?

Sou mais chegado a séries, mas também gosto de leitura, inclusive o ultimo que eu li foi a saga do Senhor dos Anéis, uma saga bem complicadinha de se entender numa primeira leitura mas é simplesmente uma obra de arte de tão fantástica.

Arnaldo Kowales e seus ídolos

Ashton Eaton – Foto: WorldAthletics

Se você pudesse encontrar um ídolo do esporte, quem seria e por quê?

Ashton Eaton, um decatleta ex-recordista mundial, mas foi o cara com as marcas mais inimagináveis do decatlo mundial, e Javier Sotomayor principalmente por ter sido meu grande ídolo na prova que eu iniciei no atletismo.

Adversário, mas só na pista!

Quais são os seus maiores adversários nas categorias de base?

Olha, eu tive muitos, mas os principais foram Guilherme Shadeck, um saltador de altura bom, da cidade vizinha a minha, mas que infelizmente parou com o esporte, e agora o Matheus Donadoni Pires (ORCAMPI), que eu fiz amizade recentemente, mas é sem dúvidas meu principal adversário na prova do decatlo.

Pandemia

Para finalizar, ainda estamos em meio a pandemia, entretanto, as competições já retornaram, como foi treinar neste período de tantas indefinições?

Bom, eu treino sozinho boa parte das vezes já, então nessa até que não foi tão diferente, porém sim, tiveram bastante impacto para mim, eu já não podia mais fazer minhas corridas de rua, eu tive sempre que encontrar lugares afastados da cidade para treinar, não podia sair de casa para praticamente nada, e praticamente a semana inteira os treinos eram em casa, depois de uns cinco meses de quarentena que eu comecei a ser mais liberado para fazer os treinos em outros lugares que não fossem minha própria casa.

Com o Júlio César Costa (treinador), a gente sempre mantinha contato via WhatsApp, eu atualizando ele sobre como foram os treinos e ele sempre me enviando treinos para fazer em casa, além dele sempre me alertar muito sobre a situação da pandemia, relembrando sempre de usar máscara, sair o mínimo possível e sempre lavar as mãos, na parte do alerta até hoje não mudou, mas pelo menos os contato com ele passou a ser mais pessoal com a volta dos treinos.

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