Atletas da BRMOVE completam e falam da experiência na Maratona de Berlim

275
Texto: André Ricardo – Sócio treinador da BRMOVE assessoria de corrida de rua e montanha

No último domingo (26 de setembro), aconteceu a Maratona de Berlim, edição 2021. Uma das provas mais rápidas, plana e, normalmente, com clima ameno do circuito das World Majors Marathons.

Com a pandemia, a prova de 2020 não aconteceu, o que tornou a prova deste ano ainda mais esperada e cheia de expectativa, especialmente por ser a primeira do circuito das Majors desde 2019.

A expectativa girava em torno da realização da prova em si, uma alegria para os corredores do mundo todo, principalmente pela sensação de retorno das Corridas de Rua, mas também pesava a ansiedade sobre os atletas de elite e uma possível quebra de recorde por Kenenisa Bekele, da Etiópia.

O dia estava com um clima lindo, um céu aberto, entretanto com temperatura e umidade nada agradável e nada favorável aos corredores. A prova largou com 18°C com a umidade do ar chegando a 90%, ou seja, um forno.

A temperatura é um grande agressor da performance. Estima-se que o atleta diminua seu rendimento entre 10% – 30% do que seria possível em um clima mais ameno.

E, provavelmente, foi o que aconteceu com o favorito a campeão e à quebra do recorde. Bekele largou bem e puxou o primeiro pelotão seguindo os “corredores coelhos” com o ritmo para quebrar o recorde, mas isso só foi sustentável até a metade da prova, quando Bekele diminuiu o ritmo e ficou para trás do 1° pelotão.

Ele ainda se aproximou dos 2 primeiros, porém, o que conseguiu foi apenas sustentar o 3° lugar. A classificação, ao final, da elite masculina foi:

Guye Adola (Etiópia) – 02:05.45
Bethwel Yegon (Quênia) – 02:06.14
Kenenisa Bekele (Etiópia) – 02:06.47
Tadu Abate (Etiópia) – 02:08.24
Cosmas Muteti (Quênia) – 02:08.45

No feminino, a disputa foi ainda mais acirrada e ocorreu durante toda a prova, praticamente. Ao final, queniana Gotytom Gebreslase, estreante em maratonas, fez uma prova espetacular: seu tempo nos 21km foi de 01:09.19 e a segunda parte, e última, 01:10:50. Ela deixou para trás a queniana Gebrekidan, uma das favoritas. A classificação final para a elite feminina foi:

Gotytom Gebreslase (Etiópia) – 2:20.09
Hiwot Gebrekidan (Etiópia) – 02:21.23
Helen Tola (Etiópia) – 02:23.05
Edith Chelimo (Quênia) – 02:24.33
Shure Demise (Etiópia) – 02:24.43

A BRMOVE teve dois atletas participantes dessa prova. Ambos relataram a excelente organização, desde a retirada de kit, controle de vacinação, testes de PCR e credenciamento dos atletas liberados com pulseiras de identificação. Além disso, a largada da prova aconteceu em ondas com horários marcados e rigorosamente seguidos.

Quanto aos postos de hidratação e alimentação, eram bem espaçados e, segundo contaram, deu tranquilidade para se hidratar e fazer a suplementação sem aglomeração. Os copos de água estavam abertos e já servidos pela organização, que, nestes pontos, usava máscara.

O uso de máscara era obrigatório aos corredores na largada e na chegada, mas durante a prova não era preciso.

A sensação final que ficou aos corredores da BRMOVE foi a de uma experiência incrível, de uma prova muito bem organizada e segura, ainda que em um momento em que as coisas não estão todas normais por conta do COVID-19 que ainda ronda a todos por aí.

De outro lado, houve a surpresa do clima nada ameno, fora do comum para essa prova, e que castigou muitos corredores, desde o início da corrida. Ao final, o saldo foi absolutamente positivo, segundo os atletas da BRMOVE que estiveram em Berlim no domingo.

É uma alegria contagiante e emocionante ver uma prova com esta importância acontecer novamente. É uma esperança de que as provas de rua, nacionais e internacionais irão retornar e que poderemos voltar às metas com as corridas!

Escrito por André Ricardo – Sócio treinador da BRMOVE assessoria de corrida de rua e montanha.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here